Hoje é a vez da poesia


Entro incógnita
Na nuvem de luz e som
Esfumando-me no meio da gente
No altar onde sou crente.

No frenesim do movimento
Sob o prato da eletrónica
Synthpopeio o meu corpo
Numa new wave catatónica.

Uma dark disco beer
entra goela bem gelada
Entre a pista e uma mirada
De olhar indie vidente.

Sorrisos de amizade
Nadam na maré ébria
Na qual me deixo levar
Até nada mais restar
Até o meu corpo saciar
Até minha noite a música salvar.

                      Incógnita - de Luísa Costa Macedo