Nostalgia do nunca vivido
Saudades do manjar adiado
E da época do tempo sentido.
Recordo o aroma adormecido
Sinto a herança do manto pesado
E na pele do guerreiro estafado
Glorioso feito, em pano tecido.
Traço em linhas desconhecidas
O corpo nu que em vão cortejo.
Abro mais as minhas feridas.
Descubro a fome do que não sei
Marco na pele o vão desejo.
Rasgo tempo, sou um fora da lei!
Luísa Costa Macedo
Novembro 2017
Luísa Costa Macedo
Novembro 2017
